Singapura

Singapura é encantadora. A cidade jardim. Uma das mais belas da Ásia.
Pessoas afáveis. Uma enorme diversidade cultural que gera uma sociedade de bem-estar.
O olhar perde-se na arquitectura, deslumbra-se com a beleza de mulheres com os mais variados trajes.
Uma profunda harmonia. O novo com o tradicional. O betão com as zonas verdes. A inovação com o conservadorismo.
Uma cidade referência na Ásia. Uma visita obrigatória e fácil para qualquer turista, apesar de não ser um destino barato.

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Visitei Singapura em 1987 e prometi regressar. O encanto ainda foi maior, 27 anos depois. A minha primeira visita a Singapura foi num stopover da Singapura Airlines.
 Decidi ficar dois dias e, na verdade, a cidade merecia mais tempo.
Prometi voltar, o que sucedeu em finais de 2014.

Singapura tem estado no topo do ranking das cidades com qualidade de vida. Alguns locais manifestaram-me o orgulho de viver numa cidade que se revela fascinante.

O forte traço da colonização britânica é perceptível em muitos locais. 

Os ingleses estiveram aqui mais de 200 anos e Singapura tornou-se independente em 1963.


O governo local teve a inteligência de preservar muitos dos prédios coloniais e transformá-los em edifícios públicos. 
É o caso do Parlamento. Um complexo de edifícios rodeado de um lindo jardim colonial. Hoje é um museu.

Little India
Little India

Os materiais e as cores típicas das casas de traça colonial fazem um vivo contraste.
Arranha céus de arquitectura moderna povoam a ilha mas, depois, no dia a dia, sente-se a rotina tradicional dos hábitos dos chineses, malaios e indianos. 

São a grande maioria dos quase 5 milhões de habitantes de todo o estado.

Nas ruas sente-se a azáfama da cidade sem, no entanto, se verificarem fortes constrangimentos.
Circula-se à vontade e há parques e zonas verdes em muitas partes de Singapura. Chama-se a cidade jardim. Até em muitos prédios modernos é frequente encontrar pequenos jardins. Do 15º andar do meu hotel vi um parque lá ao longe. Depois, com mais atenção, reparei que, na linha de vista, o prédio em frente do hotel tinha no topo um amplo jardim, com várias árvores que se misturavam no horizonte com o verde do parque. 

Singapura
Singapura

A zona do rio é ampla, concebida para se percorrer a pé.
 Os mercados com produtos frescos. Os templos budistas. As tendas com venda de comida, especialmente fritos. Há vários canais de água e também aqui os pequenos barcos de transporte de mercadorias.


A principal diferença é o respeito pelas normas.
A confusão habitual e a indiferença em relação a códigos ocidentais, típica de alguns países asiáticos, não se verifica em Singapura.
Sinais de trânsito são respeitados. Fumar só em lugares destinados a esse fim. Chicletes não há. Pouco ou nenhum lixo na rua. Os peões não atravessam a estrada sem estar a luz verde acesa. Só na litlle India é que estas normas são violadas com alguma frequência.

Sente-se a segurança. Há muitas pessoas a passear. Pode-se andar a pé sem qualquer receio. 
Algumas lojas e restaurantes estão abertos até tarde, em particular de indianos e árabes. São simpáticos.

Sands bay
Sands bay

A marina é deslumbrante. As torres da marina bay sands são dos edificios mais bonitos que vi até hoje de arquitectura moderna.
É um espanto para todos os visitantes. Dos vários pontos da baía há sempre objectivas viradas para as torres do hotel.
A construção do barco na parte superior, com árvores, é inesquecível. 

Fiquei até à noite e assisti a um espectáculo sobre a água. Repuxos de água onde se reflete a luz e funcionam como tela para projecções de desenhos com crianças e alguém a cantar o Rainbow de Louis Armstrong. Lindo.
Muita gente a assistir, mesmo em frente ao centro commercial, num espaço que funciona como auditório ao ar livre.

Mesmo em frente, toda a baía cintila com as cores dos prédios. Os modernos, altos, como também os de arquitectura colonial. É o caso do Fullerton, o hotel e o restaurante. Elegante e reservado para algumas carteiras.


Museu de arte e ciência
Museu de arte e ciência

museu de arte e ciência também é muito bonito e invulgar mas fica asfixiado pelas torres. Como também as enormes galerias, de marcas ocidentais.
 O centro comercial é luxuoso, com enormes tapetes e um rio artificial no meio. De uma das laterais pode-se aceder ao topo. Tem-se uma vista geral do espaço interior. Pode-se ainda sair, pelo topo e aceder ao hotel.
Muita gente na rua. São 10 da noite e muitas pessoas estão a passear, outros fazem jogging e alguns, aprumados, vão para jantares de cerimónia. A cidade, com os enormes prédios iluminados, parece não adormecer.
A temperatura é agradável. O único problema de Singapura é a chuva frequente, por vezes muito forte. com trovoadas de arrepiar os medrosos.

O percurso ao lado do rio é muito bonito.
Uma das caminhadas é começar na Clarke Quay e seguir em direcção à marina.

 Clarke Quay
Clarke Quay

A vista é ampla porque há jardins e parques enormes num dos lados.
Há ainda edifícios antigos como é o caso do Asian Civilisations Museum, o the Arts House e o Parlamento.
Alguns destes espaços são ponto de encontro durante a noite e há sempre gente a passear nos parques.
Pequenas pontes iluminadas acrescentam um ambiente ainda mais agradável.

Uma das zonas mais concorridas é a Boat Quay com muitos restaurantes, bares e massagens. Alguns dos restaurantes têm esplanadas junto ao rio. Estão iluminadas. Dão brilho e colorido ao rio de água castanha que, por vezes, é atravessado por pequenos barcos de cruzeiros que, à noite, parecem pequenas centrais eléctricas, com tantas luzes.

Fiquei no Ibis de Bencoolen. De fácil acesso a várias zonas da cidade e próximo de uma estação de metro. Estes sistema de transporte cobre toda a cidade. Há passes de turista. Um cartão para três dias custa 30 dólares de Singapura.

O Ibis de Bencoolen fica perto de uma zona comercial chamada Bugis.
Os centros comerciais são muito grandes e proliferam por toda a cidade. São muito frequentados por locais. As mulheres são bonitas, cuidadas, com roupas e comportamentos mais próximos do Ocidente. Aderiram, no entanto, ao consumo de fast-food.

Em algumas ruas, além dos centros comerciais há zonas de venda ambulante. Contrafação de óculos, relógios, bugigangas e souvenirs.
Em Bugis, mesmo ao lado de um templo há uma rua repleta deste tipo de vendedores.

Sri Marianman
Sri Marianman

Uma das visitas obrigatórias é à Chinatown. Em particular ao templo de Sri Marianman. Não deixam tirar fotos.
É muito grande. O espaço interior é muito amplo e tem imensas estátuas das divindades hindu.

É imperativo um passeio pelas ruas de Chinatown.
Casas antigas estão pintadas com grande diversidade de cores. Em tons vivos.
O rés-do-chão é para lojas e restaurantes.
As ruas estão repletas de pessoas. Muitos turistas e vendedores ambulantes. Há ruas  comerciais onde se vende de tudo e ornamentadas com objectos tipicamente chineses.
Andei pelas ruas Pagoda, temple, mosque (ao lado há uma pequena mesquita com paredes de cor verde) e na Sago. Neste percurso encontra-se uma praça, a Kreta Ayer, onde idosos jogam às cartas.
Em frente há um mercado fechado. Surpreende o segundo piso, todo preenchido com restaurantes. É um espaço enorme. Como se fosse de restauração de um centro comercial. Imensas mesas e cadeiras na zona central. Mas à chinesa.


Buddha Tooth Relic Temple & Museum
Buddha Tooth Relic Temple & Museum

Daqui até Sago é um instante.
Vale a pena para ver o museu e o templo budista. Chama-se Buddha Tooth Relic Temple & Museum.
Tem uma salão enorme, todo decorado, com três estátuas muito grandes que captam de imediato a atenção.
O tecto é trabalhado e está decorado com candeeiros. Todo o material é em madeira. Do outro lado, existe também uma sala grande, com outras divindades.
Muitos locais vão fazer as suas orações sem se importunarem com a presença de turistas.
É ainda possível percorrer os corredores lateriais no segundo piso onde estão expostas fotos e estátuas. Deste piso tem-se uma vista global do salão principal. No terceiro piso há uma outra exposição sobre as figures mais relevantes do budismo em Singapura.

bairro malaio
bairro malaio

Uma outra zona marcadamente cultural é a de influência malaia e árabe. Não é muito grande. Fica a nordeste de Bugis.

Começa logo a perceber-se o território mal nos aproximamos.
Tal como na Chinatown, as casas também mantêm a traça colonial.  A explicação é simples. O forte desenvolvimento da cidade levou a uma renovação urbana. Os bairros mais pobres não sofreram essa transformação e, entretanto, começaram a ser preservados.

Esta zona tem também um imenso colorido das casas.
As ruas são mais estreitas do que na Chinatown mas circula-se bem porque não há vendedores ambulantes. e todo o espaço é muito cuidado.

sultan mosque
sultan mosque

O comércio é tipicamente árabe com muitos cafés e restaurantes que são frequentados por turistas.

A Araba street é destacada nos guias mas gostei mais da Haji Lane. Menos comercial, mais informal e variada, com comerciantes sentados nas portas. Gente jovem.

Malay Heritage Centre fica em frente da Kampong Glam. A zona histórica dos malaios em Singapura onde foi construída a habitação do sultão. O espaço é um centro cultural, pode ser visitado e tem várias exposições permanentes.
O lugar mais relevante é a sultan mosque que fica mesmo ao lado. É grande e os seus minaretes são visiveis de quase todas as ruas.
O acesso ao público termina às 16h.

Little India também não é longe de Bencoolen. Deu para ir a pé a partir do Íbis.


casa chinesa
casa chinesa

Há várias casas com arquitectura colonial. São pequenas, de madeira.
Há uma mansão, construída por um chinês e é muito bonita. Foi recuperada e tem tons muito vivos. Cada parede tem várias cores, as janelas também e as persianas também são de madeira.

A Little Índia é muito parecida com os outros bairros antigos. A principal diferença – e é bem perceptível – é o lixo e a ausência do cumprimento de regras, como fumar em qualquer lugar.

O comercio é misto. Indianos e chineses.

As ruas estão cheias de lojas. As ruas centrais são mais largas e o comércio é mais variado. Há muitas ourivesarias de chineses. Os indianos preferem electrónica.
Fora das zonas centrais, as ruas são mais estreitas, o ambiente é um pouco mais desorganizado e há várias lojas de especiarias e bens alimentares.
É vulgar encontrar muitos locais a fazerem compras nestas ruas.
Em pequenas travessas domina o comércio de rua.

colares de flores
colares de flores

Numa destas ruas destaca-se mais um templo hindu. Muito bonito.
Em redor deste templo há várias lojas de flores e é frequente ver homens a trabalhar as pétalas, com uma técnica milenar dos hindus, muito elaborada, para fazerem colares.
 Cada um demora uma eternidade e tem centenas de pétalas.
Vale também a pena visitar o mercado. É mesmo ao lado, na rua principal para o centro de Singapura e onde há uma estação de metro.
No piso térreo vendem peixe, carne e vegetais.
No piso superior a maior parte das lojas é de venda de roupa e arranjos de vestuário. Homens sentados em frente a uma máquina de costura estão a fazer roupa ou arranjos. Ninguém se incomoda com os turistas. Assistem até com alguma indiferença à passagem dos visitantes.

Outras informações úteis: existe uma grande variedade de alojamentos. Na maior parte do casos os preços não são baratos.
O metro pode servir de suporte para o transporte dentro da cidade. Muitos dos percursos são feitos facilmente a pé. As pessoas são prestáveis e rapidamente pode esclarecer dúvidas. Muitos dos locais falam duas línguas e o inglês é a mais comum.
O transporte para o aeroporto pode ser feito de metro. Tem apenas de se mudar de estação para se ir para o centro da cidade. Há também um autocarro que percorre os principais hotéis. Quando do regresso ao aeroporto convém dizer com antecedência no hotel que se quer utilizar o autocarro. A forma mais fácil é por táxi. São cerca de 30 dólares de Singapura o que não é muito tendo em conta a distância, cerca de 20km.
Singapura tem muitas lojas de conveniência mas encontra os mesmos produtos a preços muito mais baixos em supermercados. Há muitos e estão, habitualmente, no piso térreo de centros comerciais.
Há muitos ATMs e o uso de cartão de crédito não está sujeito a impedimentos.
Obrigatório capa ou guarda-chuva.São intensas as chuvadas. Mas não desespere, meia hora depois o céu volta a abrir.
Fumar: na verdade, o que Singapura exige é civismo. Nada tem a ver com politicas fortemente restritivas. Não senti a fobia de fumar, "como vou conseguir? se não me deixarem fumar!". Nada disso. São muitos os sítios onde se pode fumar. Em quase todos os locais onde se concentram pessoas há um espaço com um cinzeiro onde se pode fumar. Não se incomoda os outros e o lixo é muito menor.

 

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