Puerto Montt
Puerto Montt

A chegada a Puerto Montt foi ao principio da manhã, num voo proveniente da Patagonia chilena.
Quisemos fazer de Puerto Montt uma plataforma para viagens nesta zona dos lagos mas foi um erro. A opção devia ter sido Puerto Varas.
É muito mais interessante, pode-se andar a passear com máquina fotográfica, (o que em Puerto Montt não é aconselhado, aviso feito por vários locais) e pode-se viajar em meia hora entre as duas cidades.

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01/22 
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Ficámos no Hotel Diego de Almagro, é razoável, o pessoal é muito prestável mas o hotel fica na rua do exército, próximo do Jumbo, a meio de uma colina íngreme e tem de se andar vários minutos a partir do centro. O melhor é o transporte motorizado e há vários táxis e autocarros (cada bilhete eram 400 pesos) a passar pela via.

Porto de Pesca
Porto de Pesca

Na primeira descoberta  da cidade, na zona do porto da pesca tradicional, encontrámos um argentino que foi espião, segurança, dançarino de tango – “modéstia à parte, fui o melhor dançarino” – e entrou num filme com Evita Duarte Peron cujo nome não encontro na filmografia de Evita. Conversador e queixoso da Argentina estar a ser devorada por corrupção há várias décadas. A mesma queixa no Chile.
Esta conversa foi o mais interessante da manhã, como também a simpatia do rapaz do quiosque de turismo. O mais chato foi a chuva e fazer tempo para ir a uma loja de rent a car. O homem nunca mais chegava e a espera foi mais prolongada. As opções de viagem eram caras e com pouca flexibilidade para a entrega do carro.
Com esta espera também já não tínhamos disponível voo para Santiago a preços sensatos ( conforme se aproxima o dia da viagem os preços sobem assustadoramente e, mesmo assim, esgotam). Resultado: nada do que foi programado foi conseguido.  Recurso ao imprevisto o que tem também o seu encanto.

Numa deslocação à gare rodoviária à procura de bilhete para Santiago na ETM (foi-nos dito que era a melhor, que tinha autocarros cama inovadores mas estavam esgotados e tivemos de optar pela Turbus, o bilhete custou 62 mil pesos e a viagem foi durante a noite e muito agradável), vimos um anuncio de uma excursão a Chiloé na Lahuen Andino. Cada bilhete custava 10 mil pesos e comprámos de imediato num quiosque, logo ali na rodoviária.

Parque Ecológico Mitológico
Parque Ecológico Mitológico

A viagem foi muito mais barata do que nas agências para turistas, a maioria dos passageiros eram locais ou de países vizinhos e a excursão de um dia foi muito agradável.
Começou às 8.30h, o guia, o Fernando, tinha um bom background, foi simpático e deixava cada passageiro decidir sobre os programas opcionais. Um desses programas foi uma visita ao Parque Ecológico Mitológico que retratava a mitologia dos povos do sul e em particular de Chiloé. Fica pouco depois da chegada por ferry a Pargua.
A viagem no transbordo é rápida, mais ou menos meia hora para atravessar o canal de Chacao.

Ancud
Ancud

Após a mitologia de Chiloé o passo seguinte foi Ancud. Com uma breve visita ao Fuerte San António que tem uma vista magnífica da ilha, a partir da zona dos canhões.
No entanto, o mais interessante foram as compras gastronómicas, nas bancas da rua de acesso ao forte, designadamente a empada de framboesa.
Em Ancud visitámos ainda Plaza de Armas que tem uma igreja muito bonita, mesmo no alto.
Quase todas estas igrejas são património mundial da UNESCO e fazem parte da rota de igrejas de Chiloé. Um excelente programa cultural para os visitantes e que é um orgulho para os locais e um pretexto para se apostar mais na recuperação do património. Era neste sentido, com este apelo, que estava pendurado no coreto um cartaz feito por peticionários. A mensagem tinha fotografias de várias casas e solicitavam um programa público de reabilitação de modo a preservar o património e valorizar o turismo.

Ancud
Ancud

Da praça há também uma vista interessante para o colorido do casario, com algumas casas muito degradadas.
Ao lado do centro de artesanato vendiam peixe e há cães e hostels por todo o lado.Ambos, animais e edifícios, com ar abandonado.
A caminho de Castro fizemos uma paragem num restaurante de estrada. Foi dos mais caros mas também dos melhores. Um misto de marisco com carne de porco, tipo cozido. Outro prato foi peixe com batata de Chiloé que tem um sabor diferente da batata comum.

palafitos
palafitos

A cidade de Castro, a capital de Chiloé foi a parte mais interessante da excursão. O passeio pelo canal com a descoberta dos palafitos foi magnifíco. Eram muitas as habitações suportadas pelos troncos de madeira e têm um efeito interessante porque estão alinhadas com a rua principal. A luz refletia as cores quando surgia o sol, infelizmente não foi abundante porque esteve encoberto pelas nuvens durante uma parte significativa da viagem de barco. Há muitas embarcações para turistas mas não ofuscam o dia a dia da vida marítima, com embarcações de pesca, transporte e pequenos barcos a circular de um lado para outro.

Iglesia de San Francisco
Iglesia de San Francisco

Do canal avista-se, lá no alto, a Iglesia de San Francisco, uma das mais bonitas de Chiloé e está também classificada como património da humanidade. A frontaria com duas torres destaca-se em toda a cidade. A praça estava cheia de turistas, muitos mochileiros, e cães. Alguns polícias tentavam projetar a ideia de segurança e de controlo do trânsito mas esta última competência estava a ser dificultada pelo intenso movimento automóvel. A igreja é muito bonita mas difícil de visitar e menos ainda de fotografar nas horas com mais turistas.

Iglesia Nuestra Señora de los Dolores
Iglesia Nuestra Señora de los Dolores

Na rota das igrejas fomos ainda à La Iglesia Nuestra Señora de los Dolores (em Dalcahue), uma das maiores e mais antigas de Chiloé. O edifício foi recuperado em 2015, tinha a ala central com teto azul e as colunas de madeira imitavam mármore. Tudo muito simples mas igualmente complexo de concretizar. Numa ala encontrava-se a maquete da reconstrução e alguns objectos antigos e que revelavam o trabalho detalhado da restauração.
A praça da igreja é muito ampla e tem também uma vasta vista panorâmica para o canal que separa a Isla Grande da Isla de Quinchao.
Dalcahue tem um ambiente agradável, o canal induz calma e beleza e o movimento dos barcos, a maioria eram embarcações tradicionais, quebrava a monotonia. Em Dalcahue também vimos palafitos.

No regresso foi um instante que chegámos à Ruta 5 que começa aqui na ilha de Chiloé e vai dar origem à carretera panamericana.

costunera
costunera

É também na rute 5 que se faz a maior parte do caminho para Puerto Varas.
Esta cidade é bem diferente de Puerto Montt. Mais pequena mais cuidada e a zona da costa, em volta do lago Llanquihue é agradável de visitar e permitiu fazer uma longa caminhada (apesar das ameaças de aguaceiros).
Há uma forte influência germânica e a língua alemã era muito usada. Alguns edifícios tinham mesmo traços arquitectónicos parecidos com casas alemãs.
O circuito histórico era pequeno, a zona urbana tinha prédios de dois a três andares e alguns eram de madeira a imitar um ar tosco.

estatua
estatua

Na costunera haviam vários restaurantes, que partilhavam as ruas com carrinhas de street food. Ao lado, num cruzamento estava uma tenda tenda grande, destinada a espetáculos de folclore e uma outra mais pequena. Esta destinava-se a artesanato e tendinhas de comida. Foi aqui que saboreamos um pastel de batata e carne e outro de frango. O especial foi uma bebida tipica chilena, o mote con huesillos. É uma bebida à base de trigo e pêssego, tomada gelada e com colher. Muito refrescante.
Destaque ainda na avenida costunera  para uma estátua metálica que representa uma mulher. Fomos a pé e a chuva sempre a perseguir-nos.

turbus
turbus

A viagem para Santiago no Tur Bus durou 12h e foi muito confortável. O espaço é amplo, não chateia, classe média e parte do percurso foi a dormir. A chegada foi às 7.30h e a estação fica numa área muito pobre, não é um bom postal de boas vindas. O metro só abriu às 8h e fizeram-se longas filas. Muitos locais fizeram como nós, esperar por um fluxo menor de passageiros.
Ficámos no Ibis Providencia. Uma escolha que me saiu desastrosa. Apesar de haver segurança à entrada e mais segurança no acesso ao restaurante, deixam entrar estranhos, não controlam nada e levaram-me a mochila com máquina fotografica, lentes, filtros… A única parte que teve piada foi a experiência de ir à polícia e ser atendido por uma agente que se estava a iniciar na função. O pior é que perdi as fotos dos últimos dias, em particular de Chiloé e Valparaíso.

Catedral
Catedral

A experiência fotográfica em Santiago não foi muito positiva. No hotel a recomendação foi para não usarmos a máquina em locais públicos, após uma tentativa de roubo por parte de dois homens e uma mulher, um professor de Santiago fez-nos a mesma recomendação… Só um  carabinero na zona histórica, em frente ao palácio La Moneda, nos deu algum ânimo assegurando que não havia problema, ter apenas cuidado em Santa Lucia e passeio puente.

mercado central
mercado central

A zona histórica da capital é interessante, a Catedral é bonita e é acolhedora após a azáfama da Plaza de Armas (numa das nossas visitas tinha um espetaculo de bailado ao ar livre) e vale a pena ir almoçar ao mercado central. É um amplo edificio histórico,muito bonito e bem preservado, tem uma zona de restaurantes e é muito procurado por turistas e locais. Em alguns restaurantes havia cantores

Deixámos o café para a zona de Belas Artes mas foi um erro. Como era domingo estava quase tudo fechado. Em Huerfarnos também não tivemos melhor sorte
Regressámos noutro dia e o ambiente era completamente diferente.

Lastarria
Lastarria

Muita gente, animação na rua, jovens  cantar ópera, vendedores ambulantes… Fizemos um brunch no café da ópera, decoração bonita mas o serviço não tem grande qualidade. Não foi só aqui, é a regra: informações incompletas, demora, desorganização, erros nas contas, ficam colados aos telemóveis e nem respondem à interpelação dos clientes. São simpáticos mas precisam de muita formação.
Uma outra área de restauração interessante é no bairro Lastarria, entre Santa Lucia e a Universidade Católica, gostei mais do que no Barrio Brasil.
Após o parque Santa Lucia, um dos pontos de passagem obrigatórios, é o Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM). Um edifício de arquitetura moderna e um pólo de desenvolvimento de artes em Santiago. Muitos jovens desenvolviam performances de dança.
Um outro espaço cultural que é muito interessante é o 

Museu Nacional de Belas Artes.
Museu Nacional de Belas Artes.

Ao contrário do GAM, o Museu tem uma arquitetura clássica (uma entrada enorme, com um teto de vidro e suportado por uma estrutura de ferro e um piso intermédio com uma varanda que permite uma vista geral do átrio da entrada) mas as exposições não eram menos arrojadas. Pelo menos na altura em que o visitámos. Foi possível ver uma colecção de trabalhos de pintura e escultura organizada por temas, sobre o masculino, as normas de um mundo homofóbico, a obediência e a submissão e também o masculino inquieto com linhas definidas sobre a diferença de géneros. Muito interessante.

Um must see de Santiago é o

funicular
funicular

que nos leva a um cerro com uma vista panorâmica da cidade, com um santuário e ao Jardim zoológico. Era tão procurado que a fila para comprar bilhete era longa e demorada. O acesso custava (para estrangeiros) 2 mil pesos e domingos e feriados o preço sobe para 2.600 mil pesos.
Quando se está lá no alto é muito agradável beber um mote con huesillos mas atenção às abelhas. São loucas pela bebida mas não fazem nada de mal.
Revisitar Pablo Neruda é também obrigatório e isso é possível na

La Chascona
La Chascona

, casa museu do escritor e sede da fundação Pablo Neruda. Foi nesta casa que se refugiou com uma companheira.

Vale a pena percorrer algumas zonas de Santiago fora dos bairros históricos.
Há uma outra cidade, mais moderna, classe média, com torres e centros comerciais ao lado de bairros verdejantes e com carros de gama alta. As pessoas vestem-se como executivos, as mulheres em particular têm um ar mais aprumado. Há muito mais gente de origem europeia.

Santiago
Santiago

Percorremos várias ruas com este ambiente no bairro Providencia e visitámos o Costanera, um centro comercial que fica próximo das enormes torres. É um centro comercial típico de uma cidade europeia, com muitas marcas ocidentais e uma área de fast food, enorme. Acho que nunca estive numa área de fast food tão grande, com centenas de mesas todas ocupadas em redor de pontos de venda de hamburgueres, sandes, batata frita….

Valparaíso encantou-me. Muito mais interessante do que Santiago.

Valparaíso
Valparaíso

Começou logo com a caminhada para a estação rodoviária em Santiago. Após a saída do metro (saímos uma paragem antes da correta) tivemos de andar imenso, depois da estação ferroviária e da rodoviária central e os passeios tinham imensa gente a caminhar nos dois sentidos. A quantidade de pessoas já era suficiente para encher os passeios mas havia ainda os vendedores ambulantes.
Viajámos na Turbus, bilhete de ida e volta e custou pouco mais de 7 mil pesos. Muitos turistas e passageiros apesar de haver autocarros praticamente de 15 em 15 minutos.
A viagem para Valparaíso demorou pouco mais de hora e meia e foi quase sempre por auto-estrada, atravessa os andes e tinha muitos túneis.

A chegada a Valparaíso não é muito auspiciosa. A gare ficava numa zona plana, cheia de gente, carros, casario velho e sem qualquer interesse arquitectónico.
A primeira decisão foi descobrir a cidade de trolley. Há uma rede deste tipo de transporte público que percorre a parte histórica e que servia bem o nosso objetivo de obter um primeiro retrato da cidade e do seu ambiente.
Apanhámos o primeiro trolley na Av. Argentina, numa paragem imaginária e fomos até ao outro extremo, a Aduana.
Ao longo do percurso a ideia central foi a de uma cidade cheia de gente, dinâmica, com muito comércio e trânsito, alguns turistas, poucas praças e os morros substituem o porto e o mar como pontos de interesse.

Na Aduana vimos um dos históricos ascensores (Artileria) de Valparaíso e que são um dos postais ilustrados mais interessantes da cidade. Estava na agenda andar num deles e ficou para mais tarde.
Seguimos de trolley até à praça Sottmayor, junto à Armada do Chile, um edifício clássico, azul e branco. A praça tem um monumento na zona central dedicado à Guerra do Pacifico - Marinheiros estavam a restaurar a pintura - e do outro lado o azul do porto.
Muitos barcos de passeio para turistas e, mais ao largo, embarcações grandes, militares, um veleiro e, do outro lado, um enorme porta contentores. Da baía tivemos uma visão ampla da cidade e de como o porto serve de barreira para a cidade usufruir do Pacífico.

 

Valparaíso
Valparaíso

Pela av. Prat formos até ao elevador Concepcion que é o mais antigo de todos e é património histórico. Visto de outra forma, é uma caixa de madeira que transporta uma dezena de pessoas em cerca de duzentos metros e que nos leva para uma das mais espetaculares vistas da cidade.

Do cerro Conception vê-se o casario, os monumentos, as praças e o mar, tudo com uma luz fantástica, pelo menos foi a sorte do nosso dia. No entanto, o mais entusiasmante é percorrer as ruas dos bairros.
Casas recuperadas, coloridas. As paredes pintadas de cores vivas e com murais. Os materiais de construção eram antigos, a arquitetura revelava casas de origem humilde, pequenas habitações de dois pisos, com muitas varandas e janelas. Muitos dos edifícios tinham na altura o turismo como clientela. São, de facto, muito bonitos.
As ruas estavam cuidadas, limpas, abertas, com amplas linhas de vista, sem a pressão da venda ambulante ou da poluição automóvel. Algumas nem sequer tinham trânsito. Quando são muito íngremes têm escadas para ajudar os passeantes. Em alguns sítios, até as escadas estavam pintadas e o colorido era ainda mais diverso devido a muitas plantas que nasciam nos passeios.

As igrejas estão no alto dos morros para não passarem despercebidas mas aqui tinham uma forte concorrência do casario que se espalha pelas mais de 40 colinas de Valparaíso e que ofuscam a grandiosidade dos templos religiosos.
Diziam que a cidade não era muito segura e que estes bairros eram problemáticos. No entanto, durante o dia, por onde andei (e com material fotográfico à vista) não tive qualquer problema nem se teve a sensação de insegurança.

A descida foi a pé até uma praça cheia de comércio e notou-se bem a diferença entre a azáfama e a poluição da zona plana e a calma colorida dos cerros.
Fomos até à praça Vitória , fizemos uma incursão numa pastelaria para provar doces locais, parecidos com “mil folhas” mas foi uma prova um pouco enjoativa.
Nova viagem de ascensor, agora no Espirito Santo até ao cerro da Bella Vista para vermos o Museo a Cielo Abierto de Valparaíso , constituido por 20 murais. Muitos jovens pelas ruas, a namorar, sentados em bancos de pedra decorados com azulejos e com vista para o mar.
Novamente se destacou o colorido das casas, aqui algumas ruas eram mais estreitas e conforme se subia notava-se o casario mais pobre, mais parecido com bairros de lata.

Fizemos quase um quilómetro, sempre a subir, para vermos a casa museu La Sebastiana, a casa de Pablo Neruda. Mas, fomos informados que, por ser segunda feira, o museu estava encerrado. Registámos apenas várias estátuas do escritor que estavam no parque vizinho.
O regresso ao centro da cidade foi por um caminho diferente, mais íngreme, mais confuso e muito mais pobre. Seguimos uma senhora e ela tinha um andar rápido. Por vezes não era fácil descer a ladeira - como seria subir!
Algumas casas estavam abandonadas outras pareciam um aglomerado de chapa e parte da colina estava em obras.
Já na zona plana regressámos à praça Vitória e seguimos para a Simão Bolívar.
O descanso foi num café simpático com um cardápio constituído por uma enorme variedade de bebidas de café.
Fizemos mais um quilómetro a pé até à estação rodoviária e tivemos de novo a percepção de uma cidade desigual, com pobreza, de gente pobre que regressa a casa e outros que andavam à procura de recursos para sobreviver. Tivemos esta sensação em particular próximo do mercado central, em edifício verde e amarelo muito bonito.
Uma última memória que contrasta com o colorido dos morros e a luz da zona portuária.