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01/22 
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É uma cidade uruguaia e foi fundada pelos portugueses em 1608.
Por sete vezes trocou de administração entre portugueses e espanhóis e fez parte do Brasil. Esta breve história encontra-se nas ruas, nas casas e no excelente postal ilustrado que é a zona histórica, património mundial declarado pela Unesco. 
Do outro lado do Mar da Prata fica Buenos Aires e a viagem é rápida.

Fizemos a travessia no Buquebus que partiu de Buenos Aires com atraso apesar de exigirem a presença no cais com um tempo exagerado de antecedência, cerca de duas horas. Era um sábado e demorou muito tempo a colocar os carros no interior da embarcação.

Buquebus
Buquebus

A lotação estava quase esgotada e os bilhetes já foram mais caros, 1980 pesos argentinos para duas passagens de ida e volta.
O serviço alfandegário é rápido, no mesmo quiosque carimbos argentinos e uruguaios. A sala de embarque estava cheia, muitas famílias com crianças. A América do Sul não vai ter problema de envelhecimento da população. As pessoas de origem andina diferenciam-se muito bem dos que têm origem europeia, em particular italianos. O ponto comum é a obesidade.
A viagem demorou 55 minutos. O Buquebus partiu de um cais cheio de plantas marinhas e a travessia no Rio da Prata não é nada de mais. 
Colónia del Sacramento
parece uma vila pacata. Uma turista local, que costuma ficar na cidade em casa de amigos, disse-nos que havia menos gente do que o habitual.

Empanadas
Empanadas

O acesso à zona histórica é feito por ruas largas, com muitas árvores e casas de dois pisos, algumas com traços de arquitectura colonial, outras com tons fortes de vermelho e laranja. Nestas ruas há comércio e empanadas deliciosas como a de carne doce (tem açúcar e uvas).
Com sol, calor e humidade, não foi muito fácil a caminhada. A parte positiva foi obrigar a parar. Já na parte mais antiga fizemos nova descoberta, numa casa de doces que, como parece ser hábito em muitos outros estabelecimentos comerciais, tentam cativar os clientes com frases espirituosas. A loja dos doces fica na praça do fundador de Colónia, Manuel Lobo e em frente à Igreja.
Deu para refrescar e ganhar forças para nova caminhada.

Igreja Matriz
Igreja Matriz

O primeiro ponto foi a Basílica del Santísimo Sacramento ou Iglesia Matriz, reconstruída em 1810 e que ainda preserva pilares da sua primeira construção, pelos portugueses. Há também quadros e esculturas antigas.
Daqui fomos para a praça principal, a Plaza Mayor, onde estão vários museus e o farol que foi construido ao lado das ruínas do antigo Convento de S. Francisco de Xavier. É um dos pontos mais turisticos e palco de muitas poses fotográficas.

Farol
Farol

O farol é de 1855, está bem recuperado e tem acesso pago, cerca de 25 pesos e permite uma vista ampla da cidade. O acesso aos museus pode ser feito com um único bilhete. O problema é que os museus fecham às 16.30h.
Na Plaza Mayor o clube Sur estava a montar um palco para a festa de carnaval. Um grupo de jovens esmerou-se na vestimenta mas tinham dificuldades em caminhar porque usavam sandálias com salto alto e toda a parte histórica tem o piso de pedras/paralelepípedos, tal como em algumas ruas portuguesas e noutras partes é muito irregular, formado por placas de ardósia colocadas de forma desarticulada.
Da Plaza Mayor deu para ir para o rio Plata, seguir o caminho de S. Gabriel e descobrimos a rua dos suspiros. Designa-se assim porque era o por onde passavam os escravos antes de serem executados
Esquecida a agrura da história, a rua faz lembrar o património português que ainda se encontra edificado em algumas aldeias.

Calle Portugal
Calle Portugal

Uma outra rua muito bonita, é a Calle Portugal onde se destacam dois carros antigos (a cidade está repleta de carros antigos junto aos passeios) e um deles funciona como um vaso gigante para plantas decorativas.
Na zona da marina, depois de uma praia rochosa, há um cais amplo e dá para ver a perspectiva da cidade a partir do rio.
Algumas casas estão em ruínas, outras para alugar ou vender.
O regresso ao cais de embarque foi por um caminho diferente, com pessoas na rua, a saborear o final da tarde.
Percebe-se que faz sentido a ideia que nos foi transmitida por um segurança à chegada: “Colónia, por enquanto, ainda é uma cidade sossegada”.
As pessoas são muito simpáticas, não se sente o stress das grandes cidades e a cultura uruguaia revela mais civismo.
O regresso de barco foi tardio, mais de uma hora de atraso mas foi fantástica a vista do por do sol a partir do barco. Muitas pessoas regressavam mas a maioria ia divertir-se numa noite de Sábado em Buenos Aires.
Estava tudo cheio e o taxista queria aproveitar-se: 180 pesos, mais do dobro para nos levar à Plaza Congresso!