Acordar e ver pela imensa janela de vidro do quarto a cidade de Puno a desaguar no azul do Titicaca é fantástico.
Nem apetece levantar, apenas contemplar. Assim fiz.
Tudo foi com calma. Só partia às 10h e, mais uma vez, o Jorge tratou de tudo.

Parte da manhã foi passada na esplanada do Mirador del Titikaka. À conversa com dois casais franceses. Vinham do Sul, da Patagónia e alguns estavam  sofrer do mal da altitude.

Foi o David que me levou à agência Rossi que faz o transporte de van de Puno para o aeroporto internacional Inca Manco Cápac em Juliaca. O nome é maior do que as instalações do aeroporto.

O bilhete para o aeroporto custa 15 soles e a van não estava cheia.

A distancia até Juliaca é de 44 km e a viagem demora cerca de uma hora.
Parte deste tempo é passado em Puno a recolher passageiros junto dos hotéis.


Juliaca é uma cidade muito grande. Com vias largas, muitos prédios e arruamentos por fazer.
É aqui que encontro uma universidade, uma das maiores instalações de ensino na região dos andes peruanos.
Noutras zonas da cidade é mais visível a pobreza.
Segundo me informou a companheira de voo de Madrid para Lima, Juliaca é uma cidade com muito dinheiro. Até um passado recente era um dos pontos de narcotráfico de cocaína. Ainda hoje há notícias de crimes e de enriquecimento ilícito.

O aeroporto é pequeno, estava em obras mas o voo para Lima tinha muita gente. Não apenas turistas.
Enquanto se esperou pelo acesso ao avião, um grupo local tocou musicas andinas. Ajudou a passar o tempo. Também não havia nada mais para fazer.
O voo demora pouco mais de uma hora e não passaria de uma viagem banal até à altura que o aparelho se preparava para aterrar. Toca um telemóvel e no banco atrás uma mulher atende e conversa um pouco. De nada vale o meu “non puede”. A mulher lá disse que estava num avião e que não podia falar naquele momento.

Lima. Altitude de menos de uma centena de metros. Nova vida, com leveza!
Na saída dos voos nacionais não encontro o desk dos green táxi. Tive de subir, com a escada rolante avariada e percorrer o corredor que dá acesso aos voos internacionais.
A viagem para o Íbis de Miraflores foi com um taxista intempestivo. No inicio a condução era um frenesim mas no final revelou-se sonolento, com os olhos a fechar em frente dos semáforos vermelhos ou nas filas de carros.
A noite terminou com um ceviche de pescado e uma chicha morada no Larcomar e um passeio até ao parque Kennedy.

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